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Culture
As Ilhas Canárias são muito mais do que apenas praias de areia preta, falésias ou bom tempo, e a Cueva del Viento é um exemplo perfeito, sendo um dos lugares mais surpreendentes de toda a ilha. Ao contrário de uma caverna tradicional formada pela água, a sua estrutura é a de um monumental tubo vulcânico esculpido por rios de lava.
Está escondida sob a superfície no norte da ilha. É o maior tubo vulcânico da União Europeia e um dos maiores de todo o mundo. Um labirinto subterrâneo de passagens que o convida a tornar-se um verdadeiro espeleólogo por algumas horas e a descobrir como a lava esculpiu as entranhas da terra há milhares de anos.
Uma experiência completamente diferente de qualquer outra atividade turística em Tenerife, aventurar-se na Cueva del Viento leva-o a explorar um mundo de silêncio absoluto onde o ar fresco flui continuamente através das fendas na rocha e onde a geologia se mostra no seu esplendor máximo.
A Cueva del Viento está localizada na zona de Icod de los Vinos e tem atualmente 18,5 quilómetros mapeados. Se a natureza e a geologia despertam o seu interesse, ou se simplesmente procura uma atividade agradável e diferente, é uma experiência altamente recomendada na ilha.
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Para compreender a importância científica deste lugar, deve-se primeiro rever as características da Cueva del Viento. Este imenso tubo vulcânico formou-se há cerca de 27.000 anos devido a lavas basálticas da primeira fase eruptiva do vulcão Pico Viejo, localizado junto ao Monte Teide.
Enquanto a camada exterior do fluxo de lava arrefeceu ao contacto com o ar, o interior continuou a fluir como um rio líquido até se esvaziar completamente, deixando uma cavidade subterrânea de três níveis sobrepostos que perfaz mais de 18 quilómetros de extensão para explorar.
Estes são alguns aspetos que tornam a excursão à Cueva del Viento tão especial:
Formações de lava incríveis: Nas paredes e tetos do tubo, poderá observar estalactites de lava, cascatas de lava petrificada, terraços laterais e lagos de lava sólida que parecem ter congelado no tempo há poucos dias.
Fauna subterrânea única: As profundezas da gruta albergam uma biodiversidade surpreendente com um total de 190 espécies vivas conhecidas, das quais 15 são troglóbias estritas (animais cegos e despigmentados que só podem viver na escuridão absoluta) que são completamente novas para a ciência.
Restos fósseis do passado: Estas galerias funcionaram como um depósito natural ao longo do tempo, preservando perfeitamente restos ósseos de fauna pré-histórica extinta no arquipélago, como o lagarto gigante de Tenerife ou o rato gigante das Ilhas Canárias.
Espeleologia autêntica: Como não existe iluminação elétrica no interior, a sensação de aventura é total. A luz da sua lanterna de cabeça mostrar-lhe-á gradualmente as texturas rugosas e as cores mutáveis do basalto preto e avermelhado.
Dadas as suas características, a única forma de visitar a Cueva del Viento em Tenerife é através de uma visita guiada com reserva prévia.
Antes de preparar o seu equipamento e iniciar esta aventura subterrânea, vale a pena saber exatamente onde fica a Cueva del Viento e como chegar lá, para que possa planear a viagem com calma e calcular o tempo de deslocação a partir do seu alojamento.
A Cueva del Viento está localizada no norte de Tenerife, nas terras médias de Icod de los Vinos, num belo cenário rural rodeado por pomares, vinhas e florestas de pinheiros que crescem nas encostas do Monte Teide.
📍 Camino los Piquetes, 51, 38438 Icod de los Vinos, Santa Cruz de Tenerife.
Dada a sua localização, o acesso à Cueva del Viento requer alguma atenção, pois as estradas têm declives acentuados e curvas estreitas típicas da geografia das Ilhas Canárias.
A opção mais confortável e rápida para chegar à Cueva del Viento é de carro. Deve apanhar a estrada TF-5 em direção a Icod de los Vinos e depois seguir as indicações específicas para a "Cueva del Viento", subindo caminhos de montanha secundários bem sinalizados. A viagem a partir de Santa Cruz de Tenerife demora entre uma hora e uma hora e meia, dependendo do trânsito.
Também pode ir de autocarro para Icod de los Vinos e, uma vez lá, apanhar a linha urbana 360 que o leva diretamente às proximidades do centro de visitantes.
A zona dispõe de estacionamento gratuito junto ao centro de visitantes, mas como se trata de um ambiente de montanha, o espaço é algo limitado. O meu conselho é tentar chegar cerca de quinze minutos antes da hora da sua reserva, para que tenha tempo suficiente para estacionar, registar-se na bilheteira e preparar-se para o percurso.
📍 Para planear o percurso em detalhe e evitar contratempos, recomenda-se consultar o Mapa da Cueva del Viento diretamente antes de partir.
O centro de visitantes está aberto todos os dias da semana com horário ininterrupto das 09:00am às 16:00pm. As saídas das visitas guiadas são distribuídas de acordo com a disponibilidade e variam consoante o idioma selecionado (espanhol, inglês, alemão ou francês), exigindo, claro, pontualidade absoluta.
As tarifas oficiais para a Cueva del Viento são, para não residentes, 25€ para adultos e 8,50€ para crianças (entre os 5 e os 12 anos). Por sua vez, os residentes nas Ilhas Canárias têm um preço reduzido especial de 15€ para adultos e 5€ para crianças dentro da mesma faixa etária.
Os bilhetes devem ser comprados online através do seu site oficial com antecedência, uma vez que a quota diária de pessoas é muito rigorosa por razões de conservação.
Toda a atividade dura cerca de 2 horas e meia. Isto inclui uma palestra audiovisual introdutória no centro de visitantes, uma viagem do parque até à montanha, uma curta caminhada a pé e uma visita guiada de cerca de 45 minutos no interior do tubo vulcânico.
Antes de reservar a excursão, encorajo-o a procurar avaliações sobre a Cueva del Viento para que possa avaliar se a visita valerá a pena para si ou não. Como verá, a maioria dos visitantes valoriza o excelente nível cultural da visita, destacando o tratamento dos guias espeleólogos, que sabem transmitir a sua paixão pela vulcanologia de uma forma agradável e educativa.
As poucas avaliações negativas provêm geralmente de pessoas que não compraram os seus bilhetes online a tempo e descobriram que não havia lugares disponíveis ao chegar ao centro de visitantes.
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Para desfrutar ao máximo da sua imersão na Cueva del Viento, é fundamental prestar atenção ao equipamento físico obrigatório exigido pela organização do centro.
É estritamente proibido entrar no tubo vulcânico com sandálias, chinelos, sapatos de salto alto ou qualquer calçado aberto, sendo um requisito essencial usar botas de montanha ou ténis com boa aderência. Além disso, calças compridas evitarão escoriações ou pequenos arranhões ao passar perto das paredes da gruta.
Outro fator chave a ter em conta é a mudança de temperatura que sentirá entre o exterior e o interior da gruta. Tenha em mente que o centro de visitantes está localizado a uma altitude considerável e que nas profundezas do tubo o termómetro desce para os 12 ou 14 graus, pelo que levar um casaco ou uma camisola fina na sua mochila não será uma má ideia.
Finalmente, a atividade não é permitida a crianças com menos de 5 anos e não é recomendada a pessoas que sofram de claustrofobia severa, problemas cardíacos graves ou mobilidade reduzida nas pernas.
Depois de terminar a atividade, se ainda quiser mais, o município de Icod de los Vinos e os seus arredores oferecem-lhe planos fantásticos para completar um dia perfeito no norte de Tenerife:
No coração do centro histórico de Icod encontra-se o Drago Milenario, uma árvore icónica que é considerada o espécime de dragoeiro mais antigo e maior preservado em todo o mundo.
Icod de los Vinos é famoso pela excelente qualidade dos seus vinhos. Perto do dragoeiro, encontrará várias adegas e museus tradicionais dedicados ao vinho Malvasía, onde poderá fazer uma prova guiada e provar os queijos artesanais desta zona da ilha.
Se o dia estiver agradável e procura um momento de descontração, não hesite em descer até à Praia de San Marcos. É uma acolhedora praia de areia preta abrigada numa bela baía natural, ideal para comer um delicioso peixe fresco numa das suas pequenas esplanadas viradas para o mar.
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